27 de jan de 2013

A black day on the agenda

Imagem: www.folha.uol.com.br

Há poucos minutos fiquei ciente da tragédia que aconteceu nessa madrugada em Santa Maria - RS. Só lia "Pray For Santa Maria" e "TODOSDesejamForçasASantaMaria" no feed de hashtags do Twitter sem entender o que acontecia. Abri uma página no G1 e no Folha São Paulo e pude ler nas manchetes notícias tristes e chocantes sobre o que havia acontecido no Sul do país. Antes mesmo de saber o que estava acontecendo, ou ler as hashtags eu tinha feito um comentário pessoal de mix entre "ranzinzisse" e egocentrismo, que é só o que faço agora no Twitter. Me tornei aquela pessoa chata que merece unfollow por reclamar da vida, sim admito e até sugiro a ideia do unfollow. Eis que fico sabendo sobre o incêndio, eis que leio "E aí, vai reclamar da tua vida agora?" e eis que começo a pensar sobre prioridades, hipocrisia, tragédia, comoção, egocentrismo e uma penca de outras coisas que vêm de vez em quando se manifestar na minha cabeça. Coisas que geralmente são ignoradas pelo simples fato de que "no one cares what you think" e "you can do nothing about it". 

Não minto para ninguém ao dizer que fiquei triste, comovida e chocada com o que aconteceu. Talvez só Deus e a Bloon saibam a minha reação ao ler as notícias, mas não pude me conter em simplesmente ignorar o acontecido. Foram tantas TANTAS vidas perdidas em algo que, acho que posso chamar assim, foi um acidente fatal. Claro, misturado com um descuido sem tamanho dos proprietários da boate Kiss. Ah, Brasil... Quando é que nós vamos aprender a zelar melhor pela nossa vida? Ou melhor, pelas nossas vidas. E isso abrange muitos pontos, a gente sabe disso. Os jornais afirmam ser o segundo maior incêndio do país, perdendo apenas para a tragédia em um circo que aconteceu em 1961 no Rio de Janeiro. Sim, foi há bastante tempo. Tenho certeza que os cuidados com a segurança anti-incêndios aumentaram e muito desde esse dia, mas o trabalho não pode estagnar, a gente vê. 

São tantas famílias desamparadas, tantos amigos para sempre traumatizados, e vítimas que sobreviverão para sempre em estado de choque. Li um triste relato de uma moça que sobreviveu à tragédia, mas perdeu uma amiga. Me vi em sua situação e logo percebi o quanto isso deve ter sido... difícil? pesado?. Não encontro um adjetivo que expresse bem a imensidão da dor nessa situação. O que eu faria em seu lugar? Correria em direção ao local onde minha amiga estivesse para tentar salvá-la, mesmo sabendo que as chances de nós duas sobrevivermos seriam praticamente nulas. Ou será que eu salvaria minha vida e tentaria confortar seus parentes? E os meus parentes? Argh. É difícil achar uma saída razoável. Não tem uma saída, simples. Espera, simples? Não tem nada de simples. É pesado demais. Respira. Enquanto pode.


O The Queen Land, todas as pessoas por trás do blog, se sensibilizam com o acontecido e mandam pensamentos de conforto para os familiares e amigos. 

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