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26 de nov. de 2012

Desabafo de uma mente exausta


Hoje eu não acordei no bom humor que deveria depois de um dia maravilhoso com aquela pessoa incrível que me faz sentir tão bem. Talvez sejam as circunstâncias desse mês. Talvez seja o peso do mundo que levo nas minhas costas. Mas acho que seja principalmente essa exaustão de toda essa rotina que não se pode ser chamada como tal. O medo de ter feito escolhas erradas tem consumido todo o meu ser esses últimos dias e isso vem refletindo em cada ação tomada. Tudo o que sei é que não sei o que fazer para não me sentir assim: perdida. E me culpo. Claro, me culpo por quase tudo. Pangeia aconteceu por eu não gostar de aglomeração, dinossauros já não existem por que eu sou do tamanho de um hobbit, a Igreja Católica queimou mulheres e gatos pretos na fogueira pra me deixar revoltada, o Titanic afundou só por que eu achei que a arrogância do capitão merecia um belo de um fora, as Torres Gêmeas foram atingidas por dois aviões só por que eu estava assistindo desenho toda feliz no 11 de setembro de 2001, as crianças da África sofrem de fome por que eu acho magreza algo bonito, o Garfield come lasanha só pra me deixar com vontade, minha melhor amiga mora mais de 3.000 km distante de mim só pra dificultar a minha vida. É. Estou egocêntrica. Estou no centro da Terra e tudo o que acontece tem dedo meu na história. Geocêntrica? Oh yea. Estou absurda e completamente consciente disso. 
Me sinto confusa. Apreensiva. Cansada. Entediada. Pensativa. Indignada. Entristecida. Revoltada. Preguiçosa. Preocupada. Radical. Enfim.
Não me venham passar sermões, pois eu sei do que a vida se trata. É desse monte de aventuras que a gente escolhe se quer ou não. É dessa oscilação de humores, calores, flores e amores. 
Já sentiu vontade de passar dias na cama, sem levantar, só pensando no que fazer? Em como sair da rotina ou criar uma que realmente valha a pena acordar para dar início? 
Já olhou para trás relembrando o que passou e deu um sorriso? Ele pode ser traduzido como "ah, como eu tive boas experiências" ou "ah, ainda bem que já passou"? E se no lugar desse sorriso fosse uma lágrima? E mais de uma? Seria saudade? Bem capaz...
Tudo o que eu queria agora era uma luz. Alguém que me dissesse o que devo fazer, afinal já nem sei mais o que quero. Espera. Sei sim. Quero sair daqui. Dessa casa que consome todas as minhas boas energias. Comparei minha residência a um dementador? Que diria J.K. Rowling... Pois é. O que diria a genial mulher que mudou, assim como a minha, tantas vidas nesse mundo? Será que ela saberia qual o melhor caminho que eu deveria tomar? Dumbledore sabe. E agora eu também.
Não devemos trocar o certo pelo fácil. E é nisso que vou focar.

xx

30 de ago. de 2012

300 palavras de confusão

Numa madrugada fria deixei a sanidade me faltar e pude colocar em palavras alguns sentimentos entrelinhados. Esse é o primeiro texto pessoal que eu resolvo colocar no blog. Não tenho muitas intenções de continuar a fazer isso, só precisava mesmo desabafar em voz alta e dar ao meu journal alguma paz por hoje. Pena que eu não consegui muita...



                Às vezes eu também canso de vestir essa máscara de paz. Às vezes eu também sinto vontade de quebrar, correr, gritar e, de alguma forma, chamar atenção. Às vezes eu também sinto falta de conversar, de trocar opiniões e filosofias. Às vezes eu também me pego olhando para o espelho na esperança de compreender o meu estado. Às vezes eu também acho que a minha vida é difícil. Às vezes eu também vejo coisas sem sentido, ou coisas lógicas que, na verdade, não têm coerência. Às vezes essa confusão toma conta de mim e eu só quero deixar passar para poder voltar a usar a minha máscara.

                Definitivamente todas as garotas passam por fases complicadas na vida. Em lugares que adoecem seus espíritos, em dias que parecem multiplicar momentos dolorosos e em cores sombrias. Mas tudo isso passa. Passa? E volta. Em diferentes lugares, dias e tons de cinza. 

                Há certos dias que invejo pessoas cercadas de amigos verdadeiros. Sei que nem todos acabam juntos, muitos simplesmente têm um fim despercebido no espaço. Há certos dias que eu gostaria de poder confiar mais nas pessoas. Sei que elas me desapontarão mais uma vez, até mesmo sem querer. Há certos dias que percebo que tenho pessoas maravilhosas me cercando. Sei que sou a culpada em afastá-los, mas em alguns casos tento trazê-los de volta.

                Adaptações são difíceis. Quando uma novidade aparece, devemos nos adaptar a ela para o melhor convívio com a vida. Mas e quando algo desaparece? Em minha opinião, é o pior tipo de adaptação, principalmente quando não escolhemos tal. Manter a calma, a sanidade, a postura e o sorriso são ações completamente difíceis então. E ai? Que caminho seguir? Colocar as mágoas para fora ou a máscara da paz? Bom, talvez minha escolha tenha sido ilícita. 

xx
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