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14 de set. de 2013

So much for my happy ending...


          Sabe aqueles dias que você chegou tão lá no fundo do poço que chega a pedir, (in)conscientemente, para que a água comece a subir até onde você não possa mais respirar? É quando tudo o que precisa é somente que alguém jogue uma cordinha ajudar a subir? Contudo, parece que quanto mais você grita por ajuda, as respostas só vem lá do além. Distante demais para jogar a corda, mas suficientemente sensato para te ensinar a construir sua própria saída. Talvez essas sejam as melhores respostas, mas é que no meio da fossa a gente só quer uma saída fácil e imediata. 

          Então a água começa a subir e a gente percebe que a vontade de viver ainda existe. Forte, só estava desacordada. Eis que chega a hora de aplicar aquelas respostas que vieram do além (ou do seu chat/celular). O resultado vai ser demorado. Altamente complicada será a execução, todavia a fé está pegando brasa. E as lágrimas já não virão mais para apagar as chances de o fogo se erguer, pois a gente sabe que chegou a hora de ser forte de novo. 

          E quando nos encontrarmos com a fortaleza do nosso ser, poderemos construir os degraus para o alto. Não precisaremos da cordinha. "Às vezes a gente só precisa de um pouco de objetivo no que a gente faz para não se perder na falta de objetividade das pessoas." E o objetivo está bem ali. Sempre esteve, nunca deixou o lugar. Você é quem foi empilhando as tralhas por cima dele. Mas começa a arrumar tudo que você vai ver ele ali. Intacto. Se entrega a ele, de corpo e alma. Ele é só seu, ninguém mais pode ter. Então mergulha fundo, segura o fôlego e vai pegar.

xx
Nayla.

11 de ago. de 2013

Revelar

          Quis ouvir sua voz. Quis ouvir por engano. Mas, ao ouvir sua voz, lembrei que é nos pequenos enganos que o amor se acerta com a gente. Ao notar que era sua voz (eu), e ao notar que era a minha voz (você), tanto você quanto eu ficamos mudos, o que nos fez perder o sentido (o telefone) e os sentidos (nós). Sem sentido e sem sentidos, lembra, procurei mover aquele imprevisível desencontro possível, com uma fala:
          - Queria te ver. Hoje.
         Não saberia calcular, em segundos, quanto tempo leva para que a razão se apodere de nós, tão fria e calculista, enumerando (a razão faz listas) motivos para que você dissesse que não, que não poderia e (mais uma vez a razão faria uma lista) que havia um compromisso relevante pela manhã, o curso à noite, a terapia à tarde, o almoço com seu namorado ali perto mesmo do trabalho, havia esquecido que vocês trabalhavam juntos e (a razão é boa de listas) que, além de tudo isso, esse inverno e essa garganta não eram amigos e que sair, assim, você nem foi preparada para esse frio, que cidade é essa que pega a gente de surpresa e, honestamente, finalmente, respirou fundo e disse, fui pega de surpresa, desculpe, não vou.
          Oito horas depois, além de faltar ao encontro no almoço, perder a terapia, não ir ao curso e desmerecer toda aquela lista razoável, você estava linda, dormindo profundamente do jeito que só você dorme profundamente. Estava arrepiada - aproveitei para cobrir de beijos e lençóis cada parte do seu corpo. Preparei um café, acendi um cigarro, voltei, olhei novamente. Peguei a câmera na mochila, fixei-a no tripé. Prometi a mim mesmo que, quando você despertasse, faria a primeira fotografia do resto de nossas vidas.

Texto escrito pelo escritor Pedro Fonseca para a revista ELLE de agosto de 2013. Pelo projeto Loja de Histórias.

Gostei um bocado desse texto que encontrei folheando minha revista. O Pedro sempre acaba me surpreendendo com alguns parágrafos ou frases. Possivelmente trarei mais textos dele para cá :)

xx


2 de ago. de 2013

GLOSS: One more dream falling from cloud nine


Não. Não não. Não pode ser.

Ainda não consigo acreditar. Tem aquela vozinha dentro da minha cabeça dizendo "é pegadinha". E como eu gostaria que fosse só uma brincadeirinha de 1º de abril. Infelizmente é 1º de agosto, um mês não conhecido por suas bonanças mas agouros. 

Foi um choque começar o segundo semestre de 2013 lendo por acaso que mais um dos meus sonhos havia acabado de ser pisoteado. Foi quase o mesmo que senti quando soube que não existiria mais a "minha melhor amiga, Smack!" para todo mês me encontrar na banca e conversar sobre caras, roupas e, principalmente, me ajudar a entender a vida e pré-adolescência. Foi ela quem me disse que eu era capaz de ser o que quisesse e eu queria ser ela. Foram-se 10 anos e eu ainda quero ser ela. 

Ainda não sabe do que estou falando? Ondem a Editora Abril anunciou o fim de um monte de revistas e o afastamento/mudança de vários profissionais, entre isso tudo estava a GLOSS. Sentia com a GLOSS quase tudo o que sentia com a Smack!. Era como se a revista tivesse sido escrita para mim em cada página. Ali tinha tudo o que eu gostava e um pouco mais. E pude sentir aquela vontadezinha de querer fazer parte daquilo, como eu queria aos meus 9 anos com a Smack!.

Estou ligando muito pouco para o pouco sentido que isso possa estar fazendo a quem lê. É só que não posso deixar de marcar isso na minha vida. É uma má marcação, de fato, entretanto ela existe e ignorar é estúpido. 

Queria que a Tati pudesse ler isso aqui e saber que a GLOSS ajudou no meu trabalho, na minha faculdade, com meus relacionamentos, com a minha vontade de sair da inércia e, mais ainda, ler a revista era minha Happy Hour. Para mim, vocês estavam prontos para me ajudar e inspirar. E eu queria crescer, estudar mais e batalhar pra um dia chegar ai na redação e fazer parte da família. 

Foi mais um sonho que morreu e não tem como não ficar triste, embora eu entenda o capitalismo e a importância do capital para uma empresa como a Abril. Entrementes, quem sabe, um dia eu consiga chegar lá em cloud nine e ressuscitar meus maiores amores.

Obrigada, GLOSS e todos por trás de cada edição. 



9 de abr. de 2013

Alto by Tati Bernardi


Eu não tenho medo de voar. Eu tenho medo de estar fechada num lugar e de ter escolhido estar fechada nesse lugar. Tenho medo porque meus pés sentem o chão mas ele é falso. Meus pés sempre me obrigam a sentir a verdade e eu sou obrigada a dizer a eles que aquele chão não dura e nem é de terra. Tenho medo do absurdo que é sorrir e dizer "guaraná normal e sem gelo, grata" enquanto se quer dizer "que merda é essa de estar voando se não sou a porra dum passarinho?". Tenho medo porque quando acabar estarei em outro lugar. Agora, se eu pudesse escolher o maior de todos os medos, eu diria "a chance disso cair agora é muito pequena". Estou sobrevoando, sem inteligência, a água profunda que aprendi a chamar de casa mas também de intervalo. A verdadeira angústia de voar é estar acima da nossa vida. Voar é tornar nossa rotina banal. Estou voando há dias, de primeira classe, com vista para o desenho de um país que não sei o nome. Ao lado de uma pessoa que, até que enfim, não é mais uma barrinha de cereal.

Esse texto pertence a Tati Bernardi e foi retirado de seu blog.

xx

18 de set. de 2012

No divã: O que vou fazer no vestibular?



No ano passado eu estava cursando o terceiro ano do Ensino Médio e tive de enfrentar um dos maiores desafios de minha vida: o vestibular. Já havia alguns anos que eu sabia que queria cursar Psicologia e, por isso, não foi tão complicado assim, mas eu vivi de perto o drama de alguns amigos e colegas que simplesmente não sabiam qual curso escolher e viam os ponteiros do relógio anunciando que o tempo de escolha estava acabando.

A escolha do curso é algo muito importante, algo que provavelmente definirá como será sua vida dali em diante. Algo que irá determinar o seu futuro, sua condição financeira, sua vida. Eu sou daquelas adeptas da teoria de que não se deve escolher um curso pensando no seu possível salário, pois isso é muito relativo. Vejo muitos professores ganhando mais que muitos advogados, então escolher um curso que na teoria te daria uma melhor condição financeira não é exatamente uma garantia de que isso ocorrerá. 

Eu acredito que em todos os cursos – sem exceções – existem aqueles profissionais que ganham bem e aqueles que ganham mal, e o segredo disso está na qualidade o profissional. Se você amar sua profissão, vai fazer seu trabalho com muita dedicação e será recompensado por isso. Ao contrário, se você não gosta e considera o seu trabalho um “saco”, vai fazer as coisas com má vontade olhando o relógio a cada meia hora esperando terminar seu expediente, já viu que não chegará longe assim, não é?

Separei algumas dicas que eu mesma utilizei para escolher meu curso e espero que funcione com vocês assim como funcionou comigo.

  • Veja quais são suas matérias preferidas na escola e procure algum curso que as envolva. Se você odeia física, não faz sentido entrar em algum curso de engenharia, certo?
  • Quando você era criança e alguém lhe perguntava “o que você quer ser quando crescer?” você respondia o quê? Faça uma lista com todas as profissões que já se passaram por sua cabeça e veja os prós e contras de cada curso, tente ver se algum ainda lhe interessa.
  • Tente observar um pouco da sua personalidade, o que você gosta de fazer e o que não gosta. Exemplo, se você não gosta de ler, não deve fazer um curso como Direito ou Psicologia. Gosta de dançar? Pode então fazer cursos como Dança ou Educação Física. Hoje em dia existe uma diversidade de cursos enormes que te permitem misturar seu hobby com seu trabalho.
  •  Procure se informar sobre o curso que você está pensando em fazer. Pesquise sobre ele na internet, veja quais são as matérias específicas, quais as cadeiras que você terá que pagar, e o principal: converse com alguém que faz este curso. Pergunte o que ele gosta e o que ele não gosta, tire todas as suas dúvidas a respeito dos campos de atuação desta profissão.
  • Pare e pense um pouco no seu futuro. Pense em você estuando este curso, fazendo provas. Imagine-se daqui a 10 anos, trabalhando nisto para tornar-se independente, para sustentar sua família. Consegue se imaginar assim? Conseguiria trabalhar nisto até o dia de se aposentar? Se sim, então vá fundo e aposte nisso.


Depois de escolher o curso, não se esqueça de pesquisar sobre os assuntos que vão cair no seu vestibular, a nota mínima que você precisará para entrar e a concorrência do seu curso nos últimos anos. Agora é só se dedicar e estudar pra valer, que o resultado virá.



15 de set. de 2012

Tell me your own politics and open up your eyes

Remember remember the 5th of november.

Um tema sério, mas muito negligenciado nesse país é a política. Desde pequenos aprendemos a fazer cara feia ao ouvir sobre eleição, horário eleitoral na TV, propostas e tudo mais, afinal, é disso que o Governo gosta. Particularmente nunca me interessei em política, fazia cara feia mesmo e ainda faço, contudo aos 18 anos o cidadão é obrigado a votar e teremos eleições para prefeito/vice/vereadores, então resolvi abrir um pouco os meus olhos para o assunto. Estudar propostas, escutar a forma como os candidatos se dirigem aos seus eleitores, o compromisso que eles prometem assumir diante das necessidades do município é de extrema importância. No entanto outro ponto que deve receber atenção é o caráter do candidato, ou seja, como ele trata os outros. 
A minha cidade está dividida em 2, apesar de termos 3 candidatos ao posto de prefeito, e me decepciona muito ver como os candidatos fazem propaganda de si falando mal do outro. Não creio que nenhum dos candidatos sejam perfeitos, muito longe disso, mas acho uma forma muito fraca de fazer a sua publicidade somente apontando as faltas do colega concorrente. Não tomo partidos. Não sei em quem votar ainda com certeza e se continuar me decepcionando irei anular meu voto sim. Só acho que para ser revolucionário, interessante e conquistador, os candidatos deveriam se concentrar em venderem não no sentido literal ok as suas propostas. Talvez depois de ter assistido há algum tempo V de Vingança eu tenha me interessado mais em perceber esses detalhes. Talvez com as aulas de geopolítica eu tenha apreendido algo que veio se manifestar agora em minha cabeça. Isso me lembra de um quote de Sirius Black de Harry Potter que ele fala que as pessoas têm a luz e as trevas dentro de si. 
Não se deixe levar perante enganações, falsos testemunhos e política de pão e circo. Por que não começar a fazer a nossa parte para um Brasil melhor dando o nosso voto para alguém realmente capacitado? É muito utópico, eu sei, mas por que deixar de acreditar se esperança é tudo que podemos ter...




xx





9 de set. de 2012

Por que me fechar nesse mundo tão amplo?



                Certo dia eu recebi uma crítica que me fez pensar. Geralmente eu ignoro as críticas que não me acrescentam nada, só me irritam, contudo dessa vez foi diferente. “Por que você é tão calada? É porque não tem opinião?” *SLAP* Será mesmo que as pessoas acham que ser tímida é a mesma coisa de ser estúpida? Será mesmo que ser devorada em pensamentos diariamente e não querer gritá-los para todo mundo ouvir é sinônimo de vacuidão? Ou será mesmo que as pessoas me julgam como vazia por não ser transparente?

                É difícil entender as pessoas. Das mais efusivas e transparentes às mais calmas e dissimuladas. No entanto, é fácil julgar os indivíduos dessa Terra. As aparências estão ali pra quê, afinal? Como não imaginar explicações para certas atitudes? Ah, quantas dúvidas que começam a se misturar com revolta. *Respira* “Por que me fechar nesse mundo tão amplo?” eu me pergunto e “Como não me fechar com essas mentes tão confinadas.” logo respondo.

                Às vezes me pego pensando se não sou radical demais ao privar o mundo de conhecer um pouco da minha essência como ela de fato é, mas parece automática a forma como minha mente já responde “Não, ninguém se importa”. Talvez eu seja um simples espelho da maneira como cresci, em um ambiente de pensamentos e sentimentos reprimidos. Penso que Freud se fascinaria em me analisar. Quem sabe algum aspirante à psicanalista possa vir se interessar em conhecer o que há de mais profundo na minha alma... Hm.

                Who cares? Why bother? É. Que eu continue com essa certeza de que a minha essência só é conhecida de verdade por aqueles que se fascinam em insistir no mais profundo. Porque eu me sinto bem melhor com essa parede. Porque quando há fraturas, é preciso consertar e não terminar de quebrar.

xx

30 de ago. de 2012

300 palavras de confusão

Numa madrugada fria deixei a sanidade me faltar e pude colocar em palavras alguns sentimentos entrelinhados. Esse é o primeiro texto pessoal que eu resolvo colocar no blog. Não tenho muitas intenções de continuar a fazer isso, só precisava mesmo desabafar em voz alta e dar ao meu journal alguma paz por hoje. Pena que eu não consegui muita...



                Às vezes eu também canso de vestir essa máscara de paz. Às vezes eu também sinto vontade de quebrar, correr, gritar e, de alguma forma, chamar atenção. Às vezes eu também sinto falta de conversar, de trocar opiniões e filosofias. Às vezes eu também me pego olhando para o espelho na esperança de compreender o meu estado. Às vezes eu também acho que a minha vida é difícil. Às vezes eu também vejo coisas sem sentido, ou coisas lógicas que, na verdade, não têm coerência. Às vezes essa confusão toma conta de mim e eu só quero deixar passar para poder voltar a usar a minha máscara.

                Definitivamente todas as garotas passam por fases complicadas na vida. Em lugares que adoecem seus espíritos, em dias que parecem multiplicar momentos dolorosos e em cores sombrias. Mas tudo isso passa. Passa? E volta. Em diferentes lugares, dias e tons de cinza. 

                Há certos dias que invejo pessoas cercadas de amigos verdadeiros. Sei que nem todos acabam juntos, muitos simplesmente têm um fim despercebido no espaço. Há certos dias que eu gostaria de poder confiar mais nas pessoas. Sei que elas me desapontarão mais uma vez, até mesmo sem querer. Há certos dias que percebo que tenho pessoas maravilhosas me cercando. Sei que sou a culpada em afastá-los, mas em alguns casos tento trazê-los de volta.

                Adaptações são difíceis. Quando uma novidade aparece, devemos nos adaptar a ela para o melhor convívio com a vida. Mas e quando algo desaparece? Em minha opinião, é o pior tipo de adaptação, principalmente quando não escolhemos tal. Manter a calma, a sanidade, a postura e o sorriso são ações completamente difíceis então. E ai? Que caminho seguir? Colocar as mágoas para fora ou a máscara da paz? Bom, talvez minha escolha tenha sido ilícita. 

xx
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